terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Saudades, montes delas (:

Saudades do sol. :)

Saudades do cheiro a mar, naquelas tardes (poucas, mas perfeitas) na praia.

Saudades do vento que nos batia na cara e nos cobria de sonhos, de desejos, de amores. Sentados naquela marginal, onde tudo era possível. Onde não existiam impossíveis, onde o futuro e o mundo eram nossos.
Saudades daquele vento que nos transformava em pó e nos fazia misturar um com o outro. Que nos fazia voar juntos para lá de tudo e de todos, para lá de nós mesmos. Éramos aquela areia que voava ao sabor do vento, que nos conduzia. Ia-mos para além da passagem para aquele mundo mágico e distante, entre aquelas duas montanhas lá ao fundo, onde o rio e o mar se fundiam num só.

Divagações nostálgicas de quem espera por ti enfiada na toca.

Já chegavas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

[Meu bem como eu vou] Por este rio acima


Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima
(...)
Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem
Por este rio acima
isto que é de uns
Também é de outros
Não é mais nem menos
Nascidos foram todos
Do suor da fêmea
Do calor do macho
Aquilo que uns tratam
Não hão-de tratar
Outros de outra coisa
Pois o que vende o fresco
Não vende o salgado
Nem também o seco
Na terra em harmonia
Perfeita e suave
das margens do rio
Por este rio acima
Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem
Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima

sábado, 1 de maio de 2010

Fotografia de Domingos Martins (Serra do Gerê s/d)


uma chama invisível incendiou-me o peito | qualquer coisa impossível fez-me acreditar

Jorge Palma

sexta-feira, 16 de abril de 2010

a olhar o horizonte...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Um dia ele disse: Sonhos infinitos sonhados e completados sempre no Agora!

Nesse dia eu perguntei: e quando os sonhos se partem? o que fazemos?
e quando o medo entra pelo nariz e corre por todas as veias do nosso corpo? o que fazemos?
em alturas como esta um abraço de vento levantar-me-ia.

Noutro dia eu escrevi: amo-te.

Noutro dia eu esperei uma resposta.

No dia seguinte escrevi mais para ti.

E mais tempo esperei por uma resposta.

Um olá, um beijinho, um sorriso. Qualquer coisa.

Não chegou.

"Quando eu for grande quero ser
 Uma pedra do asfalto
 O que lá estou a fazer
 Só se nota quando falto."

uma coisa que escrevi e não publiquei

Dura a vida alguns instantes

Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre

A noite adormecia lentamente fora da janela do meu quarto, enquanto eu, sentada na cama, pensava abstraida da sonolencia da noite, alheada do sono profundo em que o mundo dormia. o que é amar? como sabemos que amamos alguém? como sabemos que o que sentimos é amor? há anos que penso nisto e nunca consegui chegar a uma conclusão definitiva. amar é tanto mais do que sentir. éir para lá do sentir. é de facto não precisar de sentir. mas não me apetece escrever sobre o que é ou não amar. na realidade, apetece-me escrever mas não sei sobre o que. no fundo sobre tudo e sobre nada. sobre a solidão que por vezes se abate sobre mim. sobre a alegria que sinto quando te vejo. sobre a vontade de fugir. sobre a minha ignorância do mundo. Já estive para apagar esta porcaria imensas vezes, mas não sei porquê ainda não fui capaz.
Hoje olho o horizonte como nunca antes tinha olhado.

Hoje o horizonte parece longe.

hoje confundo-me com o horizonte.

terça-feira, 23 de março de 2010

nós














Tanto tempo que passámos um pelo outro sem olhar. Sem perceber. Sem ver. Tanto tempo que nos enganámos.
Foi naquela noite sem fim. Foi naquela tarde, lá para os lados da praia. Foi por esses dias e essas noites que olhámos um para o outro e, finalmente, percebemos.
E como foi bom!
E como é bom ter-te ao meu lado.
E como é bom amar-te.
Na verdade, eramos, e somos, mais antigos que o silêncio.

segunda-feira, 8 de março de 2010

dias*

há dias em que tudo parece perdido. em que tudo parece em vão. dias em que tudo o que desejo é abrir a porta e fugir.
há dias em que quero falar e não posso. dias em que quero explicar e não posso. há dias em que tenho medo. medo de falar. medo olhar. medo de ouvir. dias em não quero ver. dias em que não consigo parar de chorar. há dias...dias..dias...

há dias em que não sei o que fazer.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pablo Neruda

Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

terça-feira, 2 de março de 2010
















que todos os instantes durem para sempre.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

De volta!

Pois é, ao fim de alguns meses, e de um novo blogue falhado, decidi voltar a escrever aqui. Foi aqui que iniciei a escrita parva e tola, muitas vezes sem signofocado, outras com demasiado significado, e por isso decidi voltar "a casa".
ás vezes perdemos o sentido das coisas, deixamos de dar valor a coisas que não deveriamos.`é importante reencontrar essas coisas, esses sentimentos, esse caminho. por isso, volto a este sitio refleto de emoçoes antigas e presentes, esperando escrever emoçoes futuras.

:) abri de novo a porta para entrar...