o gato olha para mim. com ar triste mia.
arranha-me. pede atençao. «Rita, e eu? agora é só joão.» :)
Gato, amor o que fariamos sem as tuas turras na porta, sem os teus miados desesperados e as tuas arranhadelas diabólicas?
Dormiamos mais descansados, mas mais sozinhos.
:)
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Estupidez de sempre volta a atacar
o tempo sentou-se na minha janela. com um ar distante olhava para a rua. Que estará a pensar?
Com todo o tempo ali sentada, à minha janela, não há tempo para mais nada. Não há tempo a perder.
Sentei-me ao lado do tempo. e com o tempo olhei lá para fora para a rua vazia e fria.
Aquela noite, aquelas estrelas, aquele vento.
Estou aqui parada a perder tempo pensei. Dei a mão a tempo e voei.
Voltamos à escrita parva e desconectada de tudo. voltamos assim a uma nova vaga de estupidez e palavras vagas.
Mas sempre com um sorriso (também estúpido) na cara.
E como é bom sorrir estupidamente de nada.
E como é bom rir até não aguentar mais, com cocegas nos pés!
Com todo o tempo ali sentada, à minha janela, não há tempo para mais nada. Não há tempo a perder.
Sentei-me ao lado do tempo. e com o tempo olhei lá para fora para a rua vazia e fria.
Aquela noite, aquelas estrelas, aquele vento.
Estou aqui parada a perder tempo pensei. Dei a mão a tempo e voei.
Voltamos à escrita parva e desconectada de tudo. voltamos assim a uma nova vaga de estupidez e palavras vagas.
Mas sempre com um sorriso (também estúpido) na cara.
E como é bom sorrir estupidamente de nada.
E como é bom rir até não aguentar mais, com cocegas nos pés!
«Sinto intensamente o
Desembrulhar da confusão
Logo que acordo, mesmo
Sabendo que nunca acordei,
Que sempre sonhei»
André.
Desembrulhar da confusão
Logo que acordo, mesmo
Sabendo que nunca acordei,
Que sempre sonhei»
André.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
!!!
Que nada nos defina.
Que nada nos sujeite.
Que a liberdade seja a nossa própria substância!
Simone de Beauvoir
Que nada nos sujeite.
Que a liberdade seja a nossa própria substância!
Simone de Beauvoir
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Viremos o mundo!
Indignação. Sim! Indignação é o que sinto quando ando na rua. Indignam-me as caras das pessoas, os seus olhares, as suas atitudes. No banco do jardim um homem com ar cansado. No autocarro uma mulher com ar distante. No semáforo um rapaz com ar atrasado. Pessoas com ar doente, pessoas com ar abandonado, pessoas com ar sozinho, pessoas com ar cinzento. A tristeza abate-se sobre mim também quando vejo este mundo calado à minha volta. O que é feito das canções? Das flores? Dos sorrisos? Da igualdade? E a liberdade onde está? Onde mora o amor? Mudou de casa? Não deixou nova morada? Ah! Apaixonou-se pela liberdade e fugiram juntos. Mas ninguém sabe para onde.
Onde está a força? Onde está a vontade? Não existe, dirão uns. Mas eu não acredito. Não acredito! A vontade existe, mas dobramo-la muito bem dobradinha e guardamos dentro do bolso para que ninguém veja que a temos. Para que ninguém questione. Para que ninguém julgue. Se todos tirássemos do bolso, desdobrássemos e lançássemos ao vento da mudança a nossa vontade de liberdade, a nossa vontade de igualdade, a nossa vontade de amor, então chegaria o dia em que o mundo se voltaria ao contrário e seriamos felizes.
Seremos assim tão poucos que não sejamos capazes de o virar?
Onde está a força? Onde está a vontade? Não existe, dirão uns. Mas eu não acredito. Não acredito! A vontade existe, mas dobramo-la muito bem dobradinha e guardamos dentro do bolso para que ninguém veja que a temos. Para que ninguém questione. Para que ninguém julgue. Se todos tirássemos do bolso, desdobrássemos e lançássemos ao vento da mudança a nossa vontade de liberdade, a nossa vontade de igualdade, a nossa vontade de amor, então chegaria o dia em que o mundo se voltaria ao contrário e seriamos felizes.
Seremos assim tão poucos que não sejamos capazes de o virar?
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
Manifiesto - Victor Jara
Yo no canto por cantar
ni por tener buena voz,
canto porque la guitarra
tiene sentido y razón.
Tiene corazón de tierra
y alas de palomita,
es como el agua bendita
santigua glorias y penas.
Aquí se encajó mi canto
como dijera Violeta
guitarra trabajadora
con olor a primavera.
Que no es guitarra de ricos
ni cosa que se parezca
mi canto es de los andamios
para alcanzar las estrellas,
que el canto tiene sentido
cuando palpita en las venas
del que morirá cantando
las verdades verdaderas,
no las lisonjas fugaces
ni las famas extranjeras
sino el canto de una lonja
hasta el fondo de la tierra.
Ahí donde llega todo
y donde todo comienza
canto que ha sido valiente
siempre será canción nueva.
Etiquetas:
Horizontes,
Sonhos Meus,
Suspiros Lutadores
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Hoje
Hoje compreendi mais (ainda mais) plenamente os erros que cometi contigo e connosco. A conversa de hoje fez-me bem. naquele banco, ao olhar para ti, vi os nossos últimos dois anos a correrem à minha frente. Percebi onde falhei, onde lutei, onde não fiz nada. Vi todos os teus esforços, todas as tuas dores, todas as tuas fraquezas, todas as tuas alegrias e todas as tuas tristezas. Vi-te no teu mais profundo "eu" e olhei-te com o meu mais profundo "eu".
E hoje, todas as gotinhas que fogem dos meus olhos, não representam a dor do que acabou, não! Ambos sabemos que o amor fez as malas e partiu. Estas pequeninas gotas de chuva são por aquilo que destruímos. Mas hoje foi um grande dia. Tenho de te agradecer por teres vindo. Por teres percebido (sem te dizer) que não estava bem. Por me teres ouvido. Por, quando chorei, me teres abraçado. Por me dares força para seguir em frente com as minhas decisões. Mas tenho. principalmente, de te agradecer por seres meu amigo.
Por tudo obrigada,
Ri :)
(tinha pensado não por aqui, mas depois pensei que hoje foi um dia importante porque passámos definitivamente para uma grande amizade sem qualquer tipo de dor, e por isso pensei que deveria constar deste monte de disparates a que chamo blog. :) )
E hoje, todas as gotinhas que fogem dos meus olhos, não representam a dor do que acabou, não! Ambos sabemos que o amor fez as malas e partiu. Estas pequeninas gotas de chuva são por aquilo que destruímos. Mas hoje foi um grande dia. Tenho de te agradecer por teres vindo. Por teres percebido (sem te dizer) que não estava bem. Por me teres ouvido. Por, quando chorei, me teres abraçado. Por me dares força para seguir em frente com as minhas decisões. Mas tenho. principalmente, de te agradecer por seres meu amigo.
Por tudo obrigada,
Ri :)
(tinha pensado não por aqui, mas depois pensei que hoje foi um dia importante porque passámos definitivamente para uma grande amizade sem qualquer tipo de dor, e por isso pensei que deveria constar deste monte de disparates a que chamo blog. :) )
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
(:
"Eu quero a lua e Vénus quero ao menos toda a luz que o sol me traz quando nos vemos.."
Na noite fria que envolve a praia, as conversas com as estrelas levam aqueles vultos a caminhar por aquele rio acima, atravessando a porta para um outro horizonte.
Na noite fria que envolve a praia, as conversas com as estrelas levam aqueles vultos a caminhar por aquele rio acima, atravessando a porta para um outro horizonte.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
apprivoise-moi...
"Bonjour, dit le renard.
- Bonjour, répondit poliment le petit prince, qui se retourna mais ne vit rien.
- Je suis là, dit la voix, sous le pommier...
- Qui es-tu? dit le petit prince. Tu es bien jolie...
- Je suis in renard, dit le renard.
- Viens jouer avec moi, lui proposa le petit prince. Je suis tellement triste...
- Je ne puis pas jouer avec toi, dit le renrd. Je ne suis pas apprivoiser.
- Ah! pardon, fit le petit prince.
Mais après réflexion, il ajouta:
- Qu'est-ce que signifie "apprivoiser"?
- Les hommes, dit le renard, ils ont des fusils et il chassent. C'est bien gênant! Ils élèvent aussi des poules. C'est leur seul intérêt. Tu cherches des poules?
- Non, dit le petir prince. Je cherche des amis. Qu'est-ce que signifie "apprivoiser"?
- C'est une chose trop oubliée, dit le ranard. Ça signifie "créer des liens...".
- Créer des liens?
- Bien sûr, dit le renard. Tu n'es encore pour moi qu'un petit garçon tout semblable à cent mille petits garçons. Et je n'ai pas besoin de toi. Et tu n'as pas besoin de moi non plus. Je suis pour toi qu'un renard semblable à cent mille renards. Mais, si tu m'apprivoises, nous aurons besoin l'un de l'autre. Tu seras pour moi unique au monde. Je serai pour toi unique au monde...
- Je commencw à comprendre, dit le petit prince. Il y a une fleur... Je crois qu'elle m'a apprivoisé...
- C'est possible, dit le renard. On voit sur la Terre toutes sortes de chose...
- Oh! ce n'est pas sur la Terre, dit le petit prince.
Le renard parut très intrigué:
- Sur une autre planète?
- Oui.
- Il y a des chasseurs, sur cette planète-là?
- Non.
- Ça, c'est intéressnt! Et des poules?
- Non.
- Rien n'est parfait, soupira lr renard.
Mais le renard revint à son idée:
« Ma vie est monotone. Je chasse les poules, les hommes me chassent. Toutes les poules se ressemblent, et tous les hommes se ressemblent. Je m'ennuie donc un peu. Mais, si tu m'apprivoises, ma vie sera comme ensoileillée. Je connaîtrai un bruit de pas qui sera différent de tous les autres. Les autres pas me font rentrer sous terre. Le tien m'appellera hors du terrier, comme une musique. Et puis regarde! Tu vois, là-bas, les champs de blé? Je ne mange pas de pain. Le blé pour moi est inutile. Les champs de blé ne me rappellent rien. Et ça, c'est triste! Mais tu as des cheveux couleur d'or. Alors ce sera merveilleux quand tu m'auras apprivoisé! Le blé, qui est doré, me fera souvenir de toi. Et j'aimerai le bruit du vent dans le blé...»
Le renard se tut et regarda longtemps le petit prince:
«S'ol te plaît...apprivoise-moi!» dit-il."
- Bonjour, répondit poliment le petit prince, qui se retourna mais ne vit rien.
- Je suis là, dit la voix, sous le pommier...
- Qui es-tu? dit le petit prince. Tu es bien jolie...
- Je suis in renard, dit le renard.
- Viens jouer avec moi, lui proposa le petit prince. Je suis tellement triste...
- Je ne puis pas jouer avec toi, dit le renrd. Je ne suis pas apprivoiser.
- Ah! pardon, fit le petit prince.
Mais après réflexion, il ajouta:
- Qu'est-ce que signifie "apprivoiser"?
- Les hommes, dit le renard, ils ont des fusils et il chassent. C'est bien gênant! Ils élèvent aussi des poules. C'est leur seul intérêt. Tu cherches des poules?
- Non, dit le petir prince. Je cherche des amis. Qu'est-ce que signifie "apprivoiser"?
- C'est une chose trop oubliée, dit le ranard. Ça signifie "créer des liens...".
- Créer des liens?
- Bien sûr, dit le renard. Tu n'es encore pour moi qu'un petit garçon tout semblable à cent mille petits garçons. Et je n'ai pas besoin de toi. Et tu n'as pas besoin de moi non plus. Je suis pour toi qu'un renard semblable à cent mille renards. Mais, si tu m'apprivoises, nous aurons besoin l'un de l'autre. Tu seras pour moi unique au monde. Je serai pour toi unique au monde...
- Je commencw à comprendre, dit le petit prince. Il y a une fleur... Je crois qu'elle m'a apprivoisé...
- C'est possible, dit le renard. On voit sur la Terre toutes sortes de chose...
- Oh! ce n'est pas sur la Terre, dit le petit prince.
Le renard parut très intrigué:
- Sur une autre planète?
- Oui.
- Il y a des chasseurs, sur cette planète-là?
- Non.
- Ça, c'est intéressnt! Et des poules?
- Non.
- Rien n'est parfait, soupira lr renard.
Mais le renard revint à son idée:
« Ma vie est monotone. Je chasse les poules, les hommes me chassent. Toutes les poules se ressemblent, et tous les hommes se ressemblent. Je m'ennuie donc un peu. Mais, si tu m'apprivoises, ma vie sera comme ensoileillée. Je connaîtrai un bruit de pas qui sera différent de tous les autres. Les autres pas me font rentrer sous terre. Le tien m'appellera hors du terrier, comme une musique. Et puis regarde! Tu vois, là-bas, les champs de blé? Je ne mange pas de pain. Le blé pour moi est inutile. Les champs de blé ne me rappellent rien. Et ça, c'est triste! Mais tu as des cheveux couleur d'or. Alors ce sera merveilleux quand tu m'auras apprivoisé! Le blé, qui est doré, me fera souvenir de toi. Et j'aimerai le bruit du vent dans le blé...»
Le renard se tut et regarda longtemps le petit prince:
«S'ol te plaît...apprivoise-moi!» dit-il."
Le Petit Prince de Antoine De Saint.Exupéry
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Reflexões na Liberdade 2009
Estava sentada naquela sala cheia de gente, cheia de barulho. São tudo confusões. Levanto-me. Saio. Sento-me numa mesa vazia por baixo de uma árvore. Tiro o MP3, o caderno de textos, pois é o único sitio onde possivelmente terei um bocadinho de folha vazia para escrever. Enquanto estava naquela sala feita de confusões lembro-me do livro que ando a ler. Penso que quando o leio mergulho de cabeça na história. Eu sou a personagem, eu sou a própria história. Vivo naquele mundo de massais, de somalis, faço parte daquele mundo. De todas as vezes que fecho o livro é como se fizesse "pausa" no filme. Mas na realidade, penso que a história continua, continua a ser lida por uns olhos invisiveis. A história não pára. No entanto não a leio. Estou parada. Na verdade passamos a vida parados. Passamos a vida à espera não sei muito bem de quê. Preocupamo-nos com coisas banais, sem lógica, sem sentido. Procuramos coisas desnecessárias. Choramos por coisas que nem deviamos pensar. Sofremos por coisas que nem deveriamos sentir. Já não confiamos. Há sempre algo que nos faz falar, contar, não calar. Complicamos tanto. desperdiçamos tanto.
Não sei se estou longe do que fui, ou perto do que serei. Queria chorar, encher um rio e passar para o outro lado. Mudar. Quem sabe até voar para o outro lado. Quero um mundo sem confusões, sem tristezas, sem dor. Com sorrisos permanentes, onde sou simples e verdadeiramente feliz. Imagino um prado enorme onde corro livre, feliz, despreocupada. Onde sou eu, onde és tu, onde são eles. Um mundo só meu. Um mundo ao qual chegamos ao esticar a mão. Estico a mão, sinto um vento quente, dou um passo em frente. Sinto o cheiro da terra molhada. Dou mais um passo e os meus pés descalços tocam na relva fria. Abro os olhos e à minha frente, o mundo. A dois passos de mim, em qualquer lugar da terra. Um mundo onde ando ao meu sabor. Talvez um mundo um pouco egoista. Mas um mundo com espaço para todos os mundos que não são confusos. Um mundo com uma lua cheia (" e você não veio, e você não quis."), com mares tão diversos ("que eu fiquei sem versos, eu fiquei em vão."). Quero tocar na lua, sentar-me lá. deitar-me e ser eu mesma luar. Depois deslizar levemente e cair dentro daquele mar. Deixar-me flutuar, deixar-me transformar em água. Sentir cada bocadinho de mim tornar-se uma gota de água e levemente sentir tornar-me mar. Ser somente mar. Ser cada uma daquelas gotas. Sentir cada gosta juntar-se, apertar-se e daí voltar a formar o meu corpo de humana. Tocar no fundo do mar e fazer força com os pés, para cima. Quase voar e esvoaçantemente sentar-se de novo na lua. Dali vejo todas as estrelas. Dali vejo o meu pequenino mundo. e lentamente, deitada sobre uma lua azul, vou continuando permanentemente a sonhar.
Não sei se estou longe do que fui, ou perto do que serei. Queria chorar, encher um rio e passar para o outro lado. Mudar. Quem sabe até voar para o outro lado. Quero um mundo sem confusões, sem tristezas, sem dor. Com sorrisos permanentes, onde sou simples e verdadeiramente feliz. Imagino um prado enorme onde corro livre, feliz, despreocupada. Onde sou eu, onde és tu, onde são eles. Um mundo só meu. Um mundo ao qual chegamos ao esticar a mão. Estico a mão, sinto um vento quente, dou um passo em frente. Sinto o cheiro da terra molhada. Dou mais um passo e os meus pés descalços tocam na relva fria. Abro os olhos e à minha frente, o mundo. A dois passos de mim, em qualquer lugar da terra. Um mundo onde ando ao meu sabor. Talvez um mundo um pouco egoista. Mas um mundo com espaço para todos os mundos que não são confusos. Um mundo com uma lua cheia (" e você não veio, e você não quis."), com mares tão diversos ("que eu fiquei sem versos, eu fiquei em vão."). Quero tocar na lua, sentar-me lá. deitar-me e ser eu mesma luar. Depois deslizar levemente e cair dentro daquele mar. Deixar-me flutuar, deixar-me transformar em água. Sentir cada bocadinho de mim tornar-se uma gota de água e levemente sentir tornar-me mar. Ser somente mar. Ser cada uma daquelas gotas. Sentir cada gosta juntar-se, apertar-se e daí voltar a formar o meu corpo de humana. Tocar no fundo do mar e fazer força com os pés, para cima. Quase voar e esvoaçantemente sentar-se de novo na lua. Dali vejo todas as estrelas. Dali vejo o meu pequenino mundo. e lentamente, deitada sobre uma lua azul, vou continuando permanentemente a sonhar.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
silencio*
"As vozes embargam num silencio aflito, quanto mais se apartam mais se ouve o seu grito!"
o silencio envolve-me. cala-me a voz. fecha-me os olhos. e deixa-me sozinha.
o vazio.
a dor.
as lagrimas.
a luz da lua no chao do quarto, o arrepio. conseguirei um dia chegar até ela? serei eu um dia lua?
quero gritar, chorar, dizer que nao aguento. mas as maos do silencio vazio apertam-se contra a minha boca.
levanto-me. corro contra a janela, quero libertar-me. abrir a janela, voar. mas uma mao invisivel puxa-me para tras. abana-me, senta-me. e eu continuo presa dentro daquele vazio gigante. desisto. não consigo mais. vou ficar aqui. nao tenho força para lutar contra o vazio.
lentamente deslizo para cima da luz da lua, aperto os joelhos contra o peito. fecho os olhos, e percebo que não posso ficar ali à espera que as asas se desenrolem sozinhas. se quero voar, entao vou faze-lo. se quero gritar, gritarei. se continuar assim deixarei lentamente de ser chuva de cor para ser chuva a preto e branco. e lentamente transformar-me-ei em nada.
levanto-me, abro a janela. penso na lua. quero ser a lua.
Abri as asas e voei.
(mesmo assi, serei lua?)
ja nem sei o que escrevo. (:
o silencio envolve-me. cala-me a voz. fecha-me os olhos. e deixa-me sozinha.
o vazio.
a dor.
as lagrimas.
a luz da lua no chao do quarto, o arrepio. conseguirei um dia chegar até ela? serei eu um dia lua?
quero gritar, chorar, dizer que nao aguento. mas as maos do silencio vazio apertam-se contra a minha boca.
levanto-me. corro contra a janela, quero libertar-me. abrir a janela, voar. mas uma mao invisivel puxa-me para tras. abana-me, senta-me. e eu continuo presa dentro daquele vazio gigante. desisto. não consigo mais. vou ficar aqui. nao tenho força para lutar contra o vazio.
lentamente deslizo para cima da luz da lua, aperto os joelhos contra o peito. fecho os olhos, e percebo que não posso ficar ali à espera que as asas se desenrolem sozinhas. se quero voar, entao vou faze-lo. se quero gritar, gritarei. se continuar assim deixarei lentamente de ser chuva de cor para ser chuva a preto e branco. e lentamente transformar-me-ei em nada.
levanto-me, abro a janela. penso na lua. quero ser a lua.
Abri as asas e voei.
(mesmo assi, serei lua?)
ja nem sei o que escrevo. (:
sábado, 4 de julho de 2009
aaaaaa
na quinta feira estava na 24 de julho para ir jantar quando vi lá ao fundo um manchinha preta pequenina parada a olhar para mim. "mãe é um gato!" e corria para o apanhar. como é obvio meteu-se debaixo de um carro. ao fim de meia hora a tentar apanhar o gatinho a minha mãe disse "é melhor irmos jantar. depois voltamos." bastante contrariada lá fui. entrámos. sentamo-nos. pedimos. mal comi. obriguei a minha mãe a vir comigo. nao podia ficar ali parada a jantar sossegadamente enquanto aquele gatinho bébé podia ser atropelado, ou apanhado por algum maluco que o quisesse para aquilo que chamam feitiçaria. ao fim de um hora a rastejar debaixo dos carros, depois de muitas pessoas terem parado, umas comentado, outras gozado, outras simplesmente olhado e ja com os joelhos cheios de vidros consegui apanhar o gatinho. mal lhe peguei começou a fazer ronron. levei-o para casa. afinal é um menina e chama-se Perpétua. não posso ficar com ela já tenho cinco. hoje levamos a Perpetua para casa de um senhor que se disponibilizou para tomar conta dela.
mas isto tudo para perguntar QUE RAIO SE PASSA COM AS PESSOAS? passaram tantas pessoas por nós e ninguém ajudou, ningué quis saber. é só um gato. É UM GATO BÉBÉ!!! as pessoas nao querem saber de nada que consideram inferior. vivemos num mundo insensivel. deixamos de ser humanos! somos crpos vazios de alma e sentimentos. mas o que é isto? que mundo é este? ninguem percebe?
há dias em que me sinto completamente sozinha neste mundo vazio. dou por mim a olhar para as pessoas à procura de alguém que veja o mesmo que eu. estarei ei errada? sou eu que sou de outro planeta? outro sol? outra estrela? caí aqui vinda não sei muito bem de onde. mas daqui nao posso ser.
este post está um caos. :)
onde está a humanidade? onde estao os sentimentos? onde vivem as pessoas boas? as pessoas normais? dêem me a morada por favor. :)
mas isto tudo para perguntar QUE RAIO SE PASSA COM AS PESSOAS? passaram tantas pessoas por nós e ninguém ajudou, ningué quis saber. é só um gato. É UM GATO BÉBÉ!!! as pessoas nao querem saber de nada que consideram inferior. vivemos num mundo insensivel. deixamos de ser humanos! somos crpos vazios de alma e sentimentos. mas o que é isto? que mundo é este? ninguem percebe?
há dias em que me sinto completamente sozinha neste mundo vazio. dou por mim a olhar para as pessoas à procura de alguém que veja o mesmo que eu. estarei ei errada? sou eu que sou de outro planeta? outro sol? outra estrela? caí aqui vinda não sei muito bem de onde. mas daqui nao posso ser.
este post está um caos. :)
onde está a humanidade? onde estao os sentimentos? onde vivem as pessoas boas? as pessoas normais? dêem me a morada por favor. :)
terça-feira, 23 de junho de 2009
Porquê?
porque é que as pessoas que constroem as nossas casas vivem na rua?
porque é que as pessoas são más?
porque é que as pessoas são todas iguais?
porque tenho de ir à escola?
porque não posso ficar abraçada à árvore do jardim o dia todo?
porque tenho de sorrir quando não quero?
porque é que as pessoas são quem não sao?
porque é que mentimos?
porque é que sentimos?
porque é que sonhamos?
porque é que trabalhamos para os outros?
porque é que chove?
porque é que as pessoas resmungam?
porque é que nao sorriem?
porque é que amamos?
porque é que sinto saudades?
porque é que nos sentimos sozinhos?
porque é que existe inveja?
porque é que nunca olhamos para o fundo das pessoas?
porque é que o meu gato gosta de mim?
porque é que há quem morra à fome?
porque é que é outro e nao eu?
porque é que os miudos se zangam por brinquedos de um lado do mundo e do outro os miudos nem força têm para brincar?
porque é que existe interesses?
porque é que existe dinheiro?
porque é que existem donos?
porque é que tenho de pagar para ir a algum lado se a terra é de todos?
porque é que estou a escrever isto?
porque é que sou assim?
porque é que questiono tudo?
porque é que estou aqui e nao noutro sitio?
porque é que pago para comer?
porque é que as pessoas se exibem?
porque é que se acham sempre melhores?
porque é que nascemos?
porque é que gritamos?
porque é que passamos a vida a correr?
porque é que há ganância se quando morrermos somos todos iguais?
porque é que na prática nao somos todos iguais?
porque é que existem pessoas que acham que nao somos?
porque é que ha escravatura?
porque é que existe guerra?
porque é que morremos?
porque é que as nuvens estao no céu?
porque é que nao sou a chuva?
porque é que nao sou um peixe?
porque é que sou humana?
porque é que gosto de gelados?
porque é que gosto de ti?
porque é que fazemos ó ó?
porque é que falamos?
porque é que há tristeza?
porque é que a alegria é rara?
porque é que nao somos simplesmente felizes?
porque é que nao sou uma flor?
porque é que acho que nao sou uma flor?
porque é que nao voamos?
porque é que nos calamos?
porque é que nao lutamos?
porque é que contamos ovelhas para adormecer?
porque é que nao sou outra pessoa?
porque é que me chamo Rita?
porque é que somos quem somos?
porque é que existimos?
porque é que as pessoas são más?
porque é que as pessoas são todas iguais?
porque tenho de ir à escola?
porque não posso ficar abraçada à árvore do jardim o dia todo?
porque tenho de sorrir quando não quero?
porque é que as pessoas são quem não sao?
porque é que mentimos?
porque é que sentimos?
porque é que sonhamos?
porque é que trabalhamos para os outros?
porque é que chove?
porque é que as pessoas resmungam?
porque é que nao sorriem?
porque é que amamos?
porque é que sinto saudades?
porque é que nos sentimos sozinhos?
porque é que existe inveja?
porque é que nunca olhamos para o fundo das pessoas?
porque é que o meu gato gosta de mim?
porque é que há quem morra à fome?
porque é que é outro e nao eu?
porque é que os miudos se zangam por brinquedos de um lado do mundo e do outro os miudos nem força têm para brincar?
porque é que existe interesses?
porque é que existe dinheiro?
porque é que existem donos?
porque é que tenho de pagar para ir a algum lado se a terra é de todos?
porque é que estou a escrever isto?
porque é que sou assim?
porque é que questiono tudo?
porque é que estou aqui e nao noutro sitio?
porque é que pago para comer?
porque é que as pessoas se exibem?
porque é que se acham sempre melhores?
porque é que nascemos?
porque é que gritamos?
porque é que passamos a vida a correr?
porque é que há ganância se quando morrermos somos todos iguais?
porque é que na prática nao somos todos iguais?
porque é que existem pessoas que acham que nao somos?
porque é que ha escravatura?
porque é que existe guerra?
porque é que morremos?
porque é que as nuvens estao no céu?
porque é que nao sou a chuva?
porque é que nao sou um peixe?
porque é que sou humana?
porque é que gosto de gelados?
porque é que gosto de ti?
porque é que fazemos ó ó?
porque é que falamos?
porque é que há tristeza?
porque é que a alegria é rara?
porque é que nao somos simplesmente felizes?
porque é que nao sou uma flor?
porque é que acho que nao sou uma flor?
porque é que nao voamos?
porque é que nos calamos?
porque é que nao lutamos?
porque é que contamos ovelhas para adormecer?
porque é que nao sou outra pessoa?
porque é que me chamo Rita?
porque é que somos quem somos?
porque é que existimos?
sexta-feira, 12 de junho de 2009
contos de fadas...
Contos de fadas, impossiveis de os construir? nunca! existem dentro de raras pessoas, que se escondem do mundo. talvez o problema seja mesmo esse. as pessoas que os têm dentro, escondem-nos, com medo.
sei que eles existem, que no meio desta serra, dentro deste crepúsculo, eles existem. mas a noite e a escuridão chegam sempre primeiro, antes de eu os encontrar.
apesar de a alma fazer peso nas minhas costas cansadas, nunca derreterei a vontade de os viver. pelo menos o sonho de os ter, de os encontrar debaixo de uma pedra, ou dentro de um lago, faz-me viver.
hoje, encosto-me a ver os corvos voarem. como queria ser corvo! quero voar. voar na grandeza da existencia. os sonhos de contos de fadas parecem-me tao impossiveis vistos daqui.
parecem tao distantes.
deito a cabeça sobre os joelhos na esperança de acalmar a confusao que existe dentro de mim.
vem, entra, mas por favor desta vez fecha a porta.
sei que eles existem, que no meio desta serra, dentro deste crepúsculo, eles existem. mas a noite e a escuridão chegam sempre primeiro, antes de eu os encontrar.
apesar de a alma fazer peso nas minhas costas cansadas, nunca derreterei a vontade de os viver. pelo menos o sonho de os ter, de os encontrar debaixo de uma pedra, ou dentro de um lago, faz-me viver.
hoje, encosto-me a ver os corvos voarem. como queria ser corvo! quero voar. voar na grandeza da existencia. os sonhos de contos de fadas parecem-me tao impossiveis vistos daqui.
parecem tao distantes.
deito a cabeça sobre os joelhos na esperança de acalmar a confusao que existe dentro de mim.
vem, entra, mas por favor desta vez fecha a porta.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
sento-me na cadeira enconstada à parede da varanda, onde vejo a vila lá em baixo, e inumeras serras verdes à minha volta.
cheira a árvores, a vento, a vida. cheira luz, a terra, a chuva, a verde, a água. cheira a mundo!
os pássaros rasgam o crepúsculo que se estende no vale.
fecho os olhos, sinto a tua presença. sonho com os nossos passados sonhos, que hoje são apenas meus, e amanhã serão somente lembranças nossas.
imagino como seria voar naquele céu cor-de-rosa, lá ao fundo. como seria tocar a nebelina que mora no cimo das núvens.
nos meus sonhos corremos lá ao fundo naquele monte, rebolamos, dançamos, cantamos, somos felizes!
ainda de olhos fechados vejo os teus olhos nos meus, a tua boca na minha, a tua alma em mim.
um corvo passa. abro os olhos. inspiro este ar do mundo. ao meu lado só o computador. o sino da igreja lá ao fundo. os cães a ladrar.
nem sombra de ti.
o vento sopra cada vez mais forte, levando os ainda meus (antigos nossos) sonhos de conto de fadas.
cheira a árvores, a vento, a vida. cheira luz, a terra, a chuva, a verde, a água. cheira a mundo!
os pássaros rasgam o crepúsculo que se estende no vale.
fecho os olhos, sinto a tua presença. sonho com os nossos passados sonhos, que hoje são apenas meus, e amanhã serão somente lembranças nossas.
imagino como seria voar naquele céu cor-de-rosa, lá ao fundo. como seria tocar a nebelina que mora no cimo das núvens.
nos meus sonhos corremos lá ao fundo naquele monte, rebolamos, dançamos, cantamos, somos felizes!
ainda de olhos fechados vejo os teus olhos nos meus, a tua boca na minha, a tua alma em mim.
um corvo passa. abro os olhos. inspiro este ar do mundo. ao meu lado só o computador. o sino da igreja lá ao fundo. os cães a ladrar.
nem sombra de ti.
o vento sopra cada vez mais forte, levando os ainda meus (antigos nossos) sonhos de conto de fadas.
terça-feira, 9 de junho de 2009
esperar
Aspettare di, non aspettare più, aspettare in fondo niente altro che, la speranza afflitta. infinita, sfinita che arrivi il suo tram. [Chico Buarque]
passamos a vida a esperar, esperar, esperar.
vem.
passamos a vida a esperar, esperar, esperar.
vem.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
*
Alguém escreveu " ...e nas breves horas, ao amanhecer, reparei que estava sozinho em casa;
Lá permaneci o dia inteiro, sem ouvir o toque da campainha e sem sequer ter calçado os sapatos."
Nas breves horas, ao amanhecer, desejei transformar-me em chuva, correr pela janela, evaporar-me, desaparecer.
naquelas horas enquanto via da janela o sol nascer, o frio envolvia-me o coração e o medo corria-me nas veias. sentada no chão da varanda, encostada à janela, desejei acordar do pesadelo daquela noite. desejei levantar-me , mas aquela dor tão profundamente inquilina no prédio do meu ser, não deixou. ali, encostada, fiquei, com pequeninas gotas de chuva nos olhos, esperando a hora de ir para a faculdade.
Lá permaneci o dia inteiro, sem ouvir o toque da campainha e sem sequer ter calçado os sapatos."
Nas breves horas, ao amanhecer, desejei transformar-me em chuva, correr pela janela, evaporar-me, desaparecer.
naquelas horas enquanto via da janela o sol nascer, o frio envolvia-me o coração e o medo corria-me nas veias. sentada no chão da varanda, encostada à janela, desejei acordar do pesadelo daquela noite. desejei levantar-me , mas aquela dor tão profundamente inquilina no prédio do meu ser, não deixou. ali, encostada, fiquei, com pequeninas gotas de chuva nos olhos, esperando a hora de ir para a faculdade.
terça-feira, 26 de maio de 2009
clone
um amigo meu, escreveu "somos todos clones!"
Seremos? seremos assim uns tão iguais aos outros? NÃO!
cada um de nós é único, cada sentimento é único e nunca foi vivido daquela maneira. cada desenho, por mais igual que seja é único,não foste tu quem o pintou antes, o outro não o pintou com os teus sentimentos mas com os dele.
Não sou clone. Recuso-me a sê-lo. Sou o fogo que me arde no coração, a chuva que me corre nos olhos, o vento que me faz voar. sou um bocadinho de lisboa, de paris, de hammamet, sou um bocadinho das pessoas com quem me cruzei na vida. Sou um bocadinho do mundo, do sol, das estrelas. mas clone, não sou. nem eu, nem tu.
Seremos? seremos assim uns tão iguais aos outros? NÃO!
cada um de nós é único, cada sentimento é único e nunca foi vivido daquela maneira. cada desenho, por mais igual que seja é único,não foste tu quem o pintou antes, o outro não o pintou com os teus sentimentos mas com os dele.
Não sou clone. Recuso-me a sê-lo. Sou o fogo que me arde no coração, a chuva que me corre nos olhos, o vento que me faz voar. sou um bocadinho de lisboa, de paris, de hammamet, sou um bocadinho das pessoas com quem me cruzei na vida. Sou um bocadinho do mundo, do sol, das estrelas. mas clone, não sou. nem eu, nem tu.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Ser Chuva
Se não chorar desfaço-me em pó, sou a chuva lembras te? Chorar enche o lago onde o meu barco esta atracado e faz com que possa ir até outras margens.
:)
:)
domingo, 24 de maio de 2009
chuva
haverá algo mais verdadeiro do que ser pessoa no meio da multidão?
perdi-me.
caminho pelo meio deste mar infinito de pessoas, interrogando-me de quem sou. olho para as caras destas pessoas, procurando a minha, mas não a encontro. corro no meio da multidão, desesperada, procurando por mim. corro sem parar, num rio de lágrimas por nao saber quem sou. choco contra uma senhora, mas nao sou eu. começa a chover, mas não posso parar de me procurar. as caras sao cada vez mais, a chuva é cada vez, a confusão dentro de mim é cada vez mais.
corroo mais rápido que posso para fugir daquela confusão. choco contra uma parede. caiu. sentada n chão, com a chuva a cair-me em cima, as gotas a descerem em mim, olho para uma poça ao meu lado. ali, o reflexo da àgua, do fogo, da terra e do vento. ainda confusa, percebo que aquela mistura de elementos é o meu reflexo. a minha identidade perdida, desenhada numa poça de chuva.
:)
perdi-me.
caminho pelo meio deste mar infinito de pessoas, interrogando-me de quem sou. olho para as caras destas pessoas, procurando a minha, mas não a encontro. corro no meio da multidão, desesperada, procurando por mim. corro sem parar, num rio de lágrimas por nao saber quem sou. choco contra uma senhora, mas nao sou eu. começa a chover, mas não posso parar de me procurar. as caras sao cada vez mais, a chuva é cada vez, a confusão dentro de mim é cada vez mais.
corroo mais rápido que posso para fugir daquela confusão. choco contra uma parede. caiu. sentada n chão, com a chuva a cair-me em cima, as gotas a descerem em mim, olho para uma poça ao meu lado. ali, o reflexo da àgua, do fogo, da terra e do vento. ainda confusa, percebo que aquela mistura de elementos é o meu reflexo. a minha identidade perdida, desenhada numa poça de chuva.
:)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Sapatilhas de fogo
aquelas sapatilhas na parede.as minhas sapatilhas. ja nao as calço há tanto tempo. eram os meus sapatinhos mágicos. como é bom dançar.
fecho os olhos e estou naquela relva verdinha contigo.tenho as sapatilhas nos pés e a dança no coração. juntos dançamos, como as ondas, como os passaros, como um só. dançar é voar. voar dentro dos meus sentimentos, voar dentro de um fogo que me move constantemente, que me consome e me faz feliz!
dançar é ter o mundo nas mãos, fazer do meu mundo o mundo dos outros e do mundo dos outros o meu. é torna-me público e ver o público tornar-se eu. é nao precisar de publico, é nao precisar de ninguem. é ser feliz só por dançar sozinha. é nunca me sentir sozinha. é estar acompanhada pelos movimentos que me comandam. é ser flor na primavera, mas nem do sol precisar. é ser o proprio sol. é brilhar.
dançar é tudo para mim, mas é mais ainda. é mais do que tudo, é a minha vida. vida essa agora escondida e enconlhida, quem sabe nunca mais vivida. mas nunca deixará de ser a minha alma, o meu pequeno mundo. é aquele bocadinho de ceu, que quando cai cnsegui agarrar e no coração para sempre guardar.
:)
domingo, 10 de maio de 2009
Anjo Caido
Abro a janela. Subo para o parapeito. Abro os braços e deixo-me cair de costas para a planificação do mundo. Aterro num chão feito de penas. Penas azuis das minhas pequeninas e frágeis asas. O mundo monta-se à minha volta e fecha-me dentro dele mesmo. Tudo é feito de penas, afogo-me nas minhas proprias penas.
As penas desaparecem. O mundo torna-se jaula. Eu torno-me prisioneira. Falta-me o ar. Ataram-me as asas.
Sinto a presença de alguém, mas está tudo tão escuro...porque não vejo? Mas sinto! Sinto alguém à minha frente! Uma mão gélida entra no meu peito e aperta-me o coração. Estilhaça-me a alma. Foi-se embora... Já não o sinto...Mas que dor...como doi. Já vejo. e ali, no meio das penas azuis, diante de mim, os bocadinhos agora baços da minha alma. Pego-lhes suavemente, na minha mão está o coração dos meus coraçoes. As penas movem-se e à minha frente um cheiro familiar. Aquele cheiro...toca-me no nariz, agarra-me na mão onde está a minha alma partida. Fecho os olhos e sinto a minha mão tocar-me no peito. Os bocadinhos unem-se e voltam para onde pertencem. Abro os olhos e a jaula desapareceu. Estou sentada naquele banco de pedra e chove. mas o cheiro continua sentado ao meu lado. move-se, toca-me nas costas e as minhas asas soltam-se. Aquela brisa com aroma a flores do lago trouxe-me de volta.
Acordo. O cheiro desapareceu. Era tudo ilusão.
Deitada na cama, percebo que nao passo de um anjo caido (sobre uma colcha de penas).
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A Melhor Invenção (Utilitária) do Mundo!
A Rosemary (amiga algodão doce (: ) fez a proposta de escrever quais são para mim as 3 invenções mais importantes, ou quais são para mim de maior utilidade.
1. Comando da televisão. Quando a preguiça ataca, não há melhor!
2. Cortinados. O que seriamos nós sem a privacidade da nossa casa? Sem o nosso cantinho? Sem o sitio onde podemos dançar e fazer figuras tristes sem que ninguém veja? :)
3. A Escrita. o que seria de mim sem aqueles livros perfeitos que me fazem sonhar? O que seria eu sem ter forma de expressar o que sinto no meu caderno? o que seria das cartas de amor?
Fazer esta "lista" foi mais dificil do que pensei ao inicio. mas sem duvida que tem piada :)
Obrigada Rosemary por teres ideias assim :)
1. Comando da televisão. Quando a preguiça ataca, não há melhor!
2. Cortinados. O que seriamos nós sem a privacidade da nossa casa? Sem o nosso cantinho? Sem o sitio onde podemos dançar e fazer figuras tristes sem que ninguém veja? :)
3. A Escrita. o que seria de mim sem aqueles livros perfeitos que me fazem sonhar? O que seria eu sem ter forma de expressar o que sinto no meu caderno? o que seria das cartas de amor?
Fazer esta "lista" foi mais dificil do que pensei ao inicio. mas sem duvida que tem piada :)
Obrigada Rosemary por teres ideias assim :)
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Asas
Longe de tudo o que fui, mais longe do que serei.
almofadas, cobertor, musica...acção.
Quero voar. Quero voar para longe deste pesadelo.
Abri a janela do quarto, desenrolei as minhas pequeninas e frágeis asas, batias. Voei. Senti o vento na cara, a chuva a percorrer-me o corpo, o frio a cobrir-me os ossos, mas nem assim deixei de ser feliz por voar dali para fora. Aquele sitio não é para mim. Não gosto de gaiolas. Odeio ter as asas enroladas.
almofadas, cobertor, musica...acção.
Quero voar. Quero voar para longe deste pesadelo.
Abri a janela do quarto, desenrolei as minhas pequeninas e frágeis asas, batias. Voei. Senti o vento na cara, a chuva a percorrer-me o corpo, o frio a cobrir-me os ossos, mas nem assim deixei de ser feliz por voar dali para fora. Aquele sitio não é para mim. Não gosto de gaiolas. Odeio ter as asas enroladas.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
vento

Volto constantemente àquela praia. estou junto da água, de pé. as ondas pequeninas fazem-me festas nos dedos dos pés. ouço alguma coisa sussurrar-me ao ouvido e penso que és tu. mas afinal é só o vento que me vem fazer companhia, mais uma vez. Pára ao meu lado e como sempre volto a ver a silhueta escura do vento. como um menino pequenino, encosta-se a mim. tudo em mim fica quentinho, tudo fica perfeitamente perfeito. Só quero fechar os olhos e ser as flores que voam com o vento. O vento dá-me a mão. por instantes satisfaz meu desejo de voar, de me deixar levar por ele. aquele menino vento que me vê como sou, que me encontra sempre na minha praia, ou no meu jardim dos sonhos, que me toca e me faz feliz. Aquele menino vento que me faz companhia quando estou sozinha, aquela sombra pequenina que me ama como sou. os meus pé tocam de novo a areia fria. sento-me, o vento envolve-me nos seus braços de brisa. de novo, ficamos ali os dois, parados. ele volta a ser vento e eu horizonte.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Lady of Dreams

Save me a place
In the heart of your hearts
When you think of love
Never forsake me
Wanting and dreaming you
Lying naked beside me
Only a Lady of Dreams
She will bring magic
To sing to your heartstrings
Only a Lady of Dreams
Come alive - you are all
That I desire!!
Something tells me
This is love that surrounds
Only a fool
Without wisdom can see
Blind as I am
In your eyes
My Lady of Dreams
Save me, save me
A place in your heart
tears escape from me
When we're apart
Please dream of me now
My Lady of Dreams
My thought and wishes
Are all that surrounds
Mysteries hold you
Then fly you away
You know you are my life
My Lady of Dreams
Save me a place
In the heart of your heart
When you think of love
Never forsake me
Wanting and dreaming you
Each time I think of you
Lying so naked beside me
Only a Lady of Dreams
Could there be magic
To sing to your Heartstrings
Only a Lady of Dreams
Come alive - you are all
That I desire
Song by Kitaro
Quero
Todas as mágoas que temos, deixa-las-emos para trás!
Todas as lágrimas que temos, seca-las-emos agora!
Todos os apertos que temos, suaviza-los-emos já!
Todas as gotas derramadas, estanca-las-emos imediatamente!
Um dia vou conseguir fazer de ti, de nós, o nosso futuro, do nosso passado esquecendo o nosso presente.
Um dia serás felicidade e eu alegria.
Um dia serás o sol e eu a luz que dentro de ti, brilha!
Mas onde está esse dia?
Quero-o agora.
Quero o nosso amor agora.
Quero voar contigo.
Quero ser as tuas asas, o teu abrigo.
Quero ser as tuas lágrimas e o teu sorriso.
Quero-te mais do que amigo.
Quero-te meu.
Quero o teu amor eterno ,
e por essa eternidade espero.
:(
Todas as lágrimas que temos, seca-las-emos agora!
Todos os apertos que temos, suaviza-los-emos já!
Todas as gotas derramadas, estanca-las-emos imediatamente!
Um dia vou conseguir fazer de ti, de nós, o nosso futuro, do nosso passado esquecendo o nosso presente.
Um dia serás felicidade e eu alegria.
Um dia serás o sol e eu a luz que dentro de ti, brilha!
Mas onde está esse dia?
Quero-o agora.
Quero o nosso amor agora.
Quero voar contigo.
Quero ser as tuas asas, o teu abrigo.
Quero ser as tuas lágrimas e o teu sorriso.
Quero-te mais do que amigo.
Quero-te meu.
Quero o teu amor eterno ,
e por essa eternidade espero.
:(
terça-feira, 21 de abril de 2009
solidão
sinto-me perdida. perco-me neste mar de lágrimas que acompanha a solidão que mora aqui, não na porta ao lado, mas na minha porta. sinto-me sozinha, triste e vazia. como um barco naufragado no meio do mar. antes sentia-me viva completa feliz. hoje o teu vazio em mim engole-me e leva-me daqui. deixo-me levar por aquele mar, já na tenho força para lutar contra esta solidão que me aperta. hoje dei a costa da certeza que não queria. dei aquele praia onde o vento sopra forte e frio. onde percebo que não estas aqui que há muito que apagámos a luz que havia em nos. não queria ver, não queria aceitar, mas já não tenho como fugir. mais uma vez, deito-me agarrada aos joelhos e choro ate amanhecer. desta vez não estou sozinha. ao meu lado, no escuro, vem deitar-se a solidão.
domingo, 19 de abril de 2009
Amizade
De mais ninguém, senão de ti, preciso:
Do teu sereno olhar, do teu sorriso,
Da tua mão pousada no meu ombro
Ouvir-te murmurar: - "Espera e Confia!"
E sentir converter-se em harmonia,
O que era, dantes, confusão e assombro.
Poema de: Carlos Queiroz
Hoje é daqueles dias em que me sento na cama, agarro os joelhos e choro até adormecer. quero escrever tantas coisas, mas faltam-me as palavras. aquelas que ficam presas na minha boca, fechadas a cadeado. há sempre tanto mais para dizer... e tanto mais que se perde pelo caminho da incerteza...
' ' '
Do teu sereno olhar, do teu sorriso,
Da tua mão pousada no meu ombro
Ouvir-te murmurar: - "Espera e Confia!"
E sentir converter-se em harmonia,
O que era, dantes, confusão e assombro.
Poema de: Carlos Queiroz
Hoje é daqueles dias em que me sento na cama, agarro os joelhos e choro até adormecer. quero escrever tantas coisas, mas faltam-me as palavras. aquelas que ficam presas na minha boca, fechadas a cadeado. há sempre tanto mais para dizer... e tanto mais que se perde pelo caminho da incerteza...
' ' '
terça-feira, 14 de abril de 2009
Há vento em mim...?

Sentada na borda da água, sinto o vento envolver-me e tocar-me na pontinha do nariz.
Fecho os olhos, os braços do vento apertam-me contra o peito da chuva. ouço o mundo em mim.
O meu jardim dos sonhos é inundado por um mar de magia infinita.
Aquela pedra, aquela água aquele vento e aquele jardim parecem desde à mito fazer sentido, fazer parte de mim e eu deles.
Mas por uma razão ainda desconhecida, o frio em mim volta.
A minha boca fecha-se, alimentando o medo que existe em mim e a minha alma tropeça nas mais profundas inseguranças.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
sonhos

O touro quando vai à corrida uma vez já não pode ir mais. faz todo o sentido que o abatam. ja na vai servir. bem, esta espécie de argumento saiu da boca de uma espécie de senhor que ia no autocarro comigo. o dito senhor dizia muito alegremente que não tinha logica nenhuma mantrer o bicho vivo, uma vez que já nao tinha qualquer utilização. C O M O É Q U E É P O S S I V E L ? nao sou deste mundo. nao posso ser. como é que as pessoas dizem estas coisas?
parece que entrei num daqueles ciclos amalucadamente viciosos de dias maus. onde foi um drama. hoje foi uma tragédia. como será amanha? só me apetece fechar os olhos, sentir-me leve e fluar. entrar na via rápida dos sonhos. parar na estaçao de serviço de Sonhos Felizes, que fica a 20km de Sonhos Maus, onde não vou parar. sei que te vou encontrar em Sonhos de Amor. sei que te vais chegar ao pé de mim. Se entrares fecha a porta.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
que dia
"Man can never be certain that he has expelled the savage from his temples and his heart." Andrew Lang
a selvajaria rodeia-nos e envolve-nos cada vez mais. cada vez mais ha mais pessoas que voltam ao estado "primitivo". nao devia dizer isto, estou em Antropologia, nem sei se penso totalmente assim, mas ha dias em que vejo e ouço cada barbaridade que penso que ainda somos mais primitivos do que aqueles que muitos consideram primitivos.
isto sao realmente comentarios de alguem que está num dia nao muito harmonioso com o mundo dos humanos.
nota: nao penso que os povos antigos fossem mais primitivos que nós actualmente. apenas comparaçoes malucas e tontas de um mau dia. :)
a selvajaria rodeia-nos e envolve-nos cada vez mais. cada vez mais ha mais pessoas que voltam ao estado "primitivo". nao devia dizer isto, estou em Antropologia, nem sei se penso totalmente assim, mas ha dias em que vejo e ouço cada barbaridade que penso que ainda somos mais primitivos do que aqueles que muitos consideram primitivos.
isto sao realmente comentarios de alguem que está num dia nao muito harmonioso com o mundo dos humanos.
nota: nao penso que os povos antigos fossem mais primitivos que nós actualmente. apenas comparaçoes malucas e tontas de um mau dia. :)
domingo, 29 de março de 2009
porquê?

mais um dia em que quero escrever e nao sei o que. passei o dia a olhar para o ar à espera que o trabalho se fizesse sozinho. mas ele foi tão perguiçoso como eu e não se fez. depois de jantar tive de o fazer e só agora me vi livre dele.
um dia vou poder ficar dias e dias, deitada na relva, a olhar para o tecto do mundo. vou poder passar dias e dias a pensar na minha pequena existencia. certamente sem chegar a nenhuma conclusao, mas será certamente melhor do que fazer este trabalho. existimos para quê? porquê? para estudar? trabalhar? nao fazer nada? para chatear a cabeça dos outros? nao sei para quê ou porquê que o resto do mundo existe, mas eu, a pequena ritolêta sonhadora, existo para ser feliz e porque sou feliz!
quem não quer ser feliz?
um dia vou poder ficar dias e dias, deitada na relva, a olhar para o tecto do mundo. vou poder passar dias e dias a pensar na minha pequena existencia. certamente sem chegar a nenhuma conclusao, mas será certamente melhor do que fazer este trabalho. existimos para quê? porquê? para estudar? trabalhar? nao fazer nada? para chatear a cabeça dos outros? nao sei para quê ou porquê que o resto do mundo existe, mas eu, a pequena ritolêta sonhadora, existo para ser feliz e porque sou feliz!
quem não quer ser feliz?
quinta-feira, 26 de março de 2009
jardim
aquele pequenino jardim dos meus sonhos....
aquele vento que me envolve e leva daqui...
aquele pequenino eu perdido no vento...
aquele vento que leva o eu do jardim dos meus sonhos...
aquele vento que me envolve e leva daqui...
aquele pequenino eu perdido no vento...
aquele vento que leva o eu do jardim dos meus sonhos...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
....patetices
acabaram-se os suspiros. pelo menos os doces. agora so os fundos. suspiro fundo. nada acontece. como poderia esperar eu qu algo acontecesse? la fora a noite bate nas janelas. as arvores dançam ao so daquela musica sombria que as envolve. e eu... aqui deitada à espera. nem sei bem que. talvez de um milagre. milagres nao que nao acredito. mas pelo menos que algo aconteça.
mas nada acontece. a noite cntinua la fora a dar musica às arvores e eu cntinuo cá dentro a dar musica a mim mesma. a convencer de que amanha vai estar tudo bem. mas rapida e silenciosamente me desconvenso. realmente é melhor. amanha nao vai estar tudo bem. eu vou continuar a ser eu. um eu fugido na noite. um eu escondido na dor de ver partir o dia.
mas continuo aqui, na cama, silenciosamente calada à espera do tal milagre, aquele em que nao acredito.
mas nada acontece. a noite cntinua la fora a dar musica às arvores e eu cntinuo cá dentro a dar musica a mim mesma. a convencer de que amanha vai estar tudo bem. mas rapida e silenciosamente me desconvenso. realmente é melhor. amanha nao vai estar tudo bem. eu vou continuar a ser eu. um eu fugido na noite. um eu escondido na dor de ver partir o dia.
mas continuo aqui, na cama, silenciosamente calada à espera do tal milagre, aquele em que nao acredito.
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