um amigo meu, escreveu "somos todos clones!"
Seremos? seremos assim uns tão iguais aos outros? NÃO!
cada um de nós é único, cada sentimento é único e nunca foi vivido daquela maneira. cada desenho, por mais igual que seja é único,não foste tu quem o pintou antes, o outro não o pintou com os teus sentimentos mas com os dele.
Não sou clone. Recuso-me a sê-lo. Sou o fogo que me arde no coração, a chuva que me corre nos olhos, o vento que me faz voar. sou um bocadinho de lisboa, de paris, de hammamet, sou um bocadinho das pessoas com quem me cruzei na vida. Sou um bocadinho do mundo, do sol, das estrelas. mas clone, não sou. nem eu, nem tu.
terça-feira, 26 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Ser Chuva
Se não chorar desfaço-me em pó, sou a chuva lembras te? Chorar enche o lago onde o meu barco esta atracado e faz com que possa ir até outras margens.
:)
:)
domingo, 24 de maio de 2009
chuva
haverá algo mais verdadeiro do que ser pessoa no meio da multidão?
perdi-me.
caminho pelo meio deste mar infinito de pessoas, interrogando-me de quem sou. olho para as caras destas pessoas, procurando a minha, mas não a encontro. corro no meio da multidão, desesperada, procurando por mim. corro sem parar, num rio de lágrimas por nao saber quem sou. choco contra uma senhora, mas nao sou eu. começa a chover, mas não posso parar de me procurar. as caras sao cada vez mais, a chuva é cada vez, a confusão dentro de mim é cada vez mais.
corroo mais rápido que posso para fugir daquela confusão. choco contra uma parede. caiu. sentada n chão, com a chuva a cair-me em cima, as gotas a descerem em mim, olho para uma poça ao meu lado. ali, o reflexo da àgua, do fogo, da terra e do vento. ainda confusa, percebo que aquela mistura de elementos é o meu reflexo. a minha identidade perdida, desenhada numa poça de chuva.
:)
perdi-me.
caminho pelo meio deste mar infinito de pessoas, interrogando-me de quem sou. olho para as caras destas pessoas, procurando a minha, mas não a encontro. corro no meio da multidão, desesperada, procurando por mim. corro sem parar, num rio de lágrimas por nao saber quem sou. choco contra uma senhora, mas nao sou eu. começa a chover, mas não posso parar de me procurar. as caras sao cada vez mais, a chuva é cada vez, a confusão dentro de mim é cada vez mais.
corroo mais rápido que posso para fugir daquela confusão. choco contra uma parede. caiu. sentada n chão, com a chuva a cair-me em cima, as gotas a descerem em mim, olho para uma poça ao meu lado. ali, o reflexo da àgua, do fogo, da terra e do vento. ainda confusa, percebo que aquela mistura de elementos é o meu reflexo. a minha identidade perdida, desenhada numa poça de chuva.
:)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Sapatilhas de fogo
aquelas sapatilhas na parede.as minhas sapatilhas. ja nao as calço há tanto tempo. eram os meus sapatinhos mágicos. como é bom dançar.
fecho os olhos e estou naquela relva verdinha contigo.tenho as sapatilhas nos pés e a dança no coração. juntos dançamos, como as ondas, como os passaros, como um só. dançar é voar. voar dentro dos meus sentimentos, voar dentro de um fogo que me move constantemente, que me consome e me faz feliz!
dançar é ter o mundo nas mãos, fazer do meu mundo o mundo dos outros e do mundo dos outros o meu. é torna-me público e ver o público tornar-se eu. é nao precisar de publico, é nao precisar de ninguem. é ser feliz só por dançar sozinha. é nunca me sentir sozinha. é estar acompanhada pelos movimentos que me comandam. é ser flor na primavera, mas nem do sol precisar. é ser o proprio sol. é brilhar.
dançar é tudo para mim, mas é mais ainda. é mais do que tudo, é a minha vida. vida essa agora escondida e enconlhida, quem sabe nunca mais vivida. mas nunca deixará de ser a minha alma, o meu pequeno mundo. é aquele bocadinho de ceu, que quando cai cnsegui agarrar e no coração para sempre guardar.
:)
domingo, 10 de maio de 2009
Anjo Caido
Abro a janela. Subo para o parapeito. Abro os braços e deixo-me cair de costas para a planificação do mundo. Aterro num chão feito de penas. Penas azuis das minhas pequeninas e frágeis asas. O mundo monta-se à minha volta e fecha-me dentro dele mesmo. Tudo é feito de penas, afogo-me nas minhas proprias penas.
As penas desaparecem. O mundo torna-se jaula. Eu torno-me prisioneira. Falta-me o ar. Ataram-me as asas.
Sinto a presença de alguém, mas está tudo tão escuro...porque não vejo? Mas sinto! Sinto alguém à minha frente! Uma mão gélida entra no meu peito e aperta-me o coração. Estilhaça-me a alma. Foi-se embora... Já não o sinto...Mas que dor...como doi. Já vejo. e ali, no meio das penas azuis, diante de mim, os bocadinhos agora baços da minha alma. Pego-lhes suavemente, na minha mão está o coração dos meus coraçoes. As penas movem-se e à minha frente um cheiro familiar. Aquele cheiro...toca-me no nariz, agarra-me na mão onde está a minha alma partida. Fecho os olhos e sinto a minha mão tocar-me no peito. Os bocadinhos unem-se e voltam para onde pertencem. Abro os olhos e a jaula desapareceu. Estou sentada naquele banco de pedra e chove. mas o cheiro continua sentado ao meu lado. move-se, toca-me nas costas e as minhas asas soltam-se. Aquela brisa com aroma a flores do lago trouxe-me de volta.
Acordo. O cheiro desapareceu. Era tudo ilusão.
Deitada na cama, percebo que nao passo de um anjo caido (sobre uma colcha de penas).
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A Melhor Invenção (Utilitária) do Mundo!
A Rosemary (amiga algodão doce (: ) fez a proposta de escrever quais são para mim as 3 invenções mais importantes, ou quais são para mim de maior utilidade.
1. Comando da televisão. Quando a preguiça ataca, não há melhor!
2. Cortinados. O que seriamos nós sem a privacidade da nossa casa? Sem o nosso cantinho? Sem o sitio onde podemos dançar e fazer figuras tristes sem que ninguém veja? :)
3. A Escrita. o que seria de mim sem aqueles livros perfeitos que me fazem sonhar? O que seria eu sem ter forma de expressar o que sinto no meu caderno? o que seria das cartas de amor?
Fazer esta "lista" foi mais dificil do que pensei ao inicio. mas sem duvida que tem piada :)
Obrigada Rosemary por teres ideias assim :)
1. Comando da televisão. Quando a preguiça ataca, não há melhor!
2. Cortinados. O que seriamos nós sem a privacidade da nossa casa? Sem o nosso cantinho? Sem o sitio onde podemos dançar e fazer figuras tristes sem que ninguém veja? :)
3. A Escrita. o que seria de mim sem aqueles livros perfeitos que me fazem sonhar? O que seria eu sem ter forma de expressar o que sinto no meu caderno? o que seria das cartas de amor?
Fazer esta "lista" foi mais dificil do que pensei ao inicio. mas sem duvida que tem piada :)
Obrigada Rosemary por teres ideias assim :)
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Asas
Longe de tudo o que fui, mais longe do que serei.
almofadas, cobertor, musica...acção.
Quero voar. Quero voar para longe deste pesadelo.
Abri a janela do quarto, desenrolei as minhas pequeninas e frágeis asas, batias. Voei. Senti o vento na cara, a chuva a percorrer-me o corpo, o frio a cobrir-me os ossos, mas nem assim deixei de ser feliz por voar dali para fora. Aquele sitio não é para mim. Não gosto de gaiolas. Odeio ter as asas enroladas.
almofadas, cobertor, musica...acção.
Quero voar. Quero voar para longe deste pesadelo.
Abri a janela do quarto, desenrolei as minhas pequeninas e frágeis asas, batias. Voei. Senti o vento na cara, a chuva a percorrer-me o corpo, o frio a cobrir-me os ossos, mas nem assim deixei de ser feliz por voar dali para fora. Aquele sitio não é para mim. Não gosto de gaiolas. Odeio ter as asas enroladas.
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