Estava sentada naquela sala cheia de gente, cheia de barulho. São tudo confusões. Levanto-me. Saio. Sento-me numa mesa vazia por baixo de uma árvore. Tiro o MP3, o caderno de textos, pois é o único sitio onde possivelmente terei um bocadinho de folha vazia para escrever. Enquanto estava naquela sala feita de confusões lembro-me do livro que ando a ler. Penso que quando o leio mergulho de cabeça na história. Eu sou a personagem, eu sou a própria história. Vivo naquele mundo de massais, de somalis, faço parte daquele mundo. De todas as vezes que fecho o livro é como se fizesse "pausa" no filme. Mas na realidade, penso que a história continua, continua a ser lida por uns olhos invisiveis. A história não pára. No entanto não a leio. Estou parada. Na verdade passamos a vida parados. Passamos a vida à espera não sei muito bem de quê. Preocupamo-nos com coisas banais, sem lógica, sem sentido. Procuramos coisas desnecessárias. Choramos por coisas que nem deviamos pensar. Sofremos por coisas que nem deveriamos sentir. Já não confiamos. Há sempre algo que nos faz falar, contar, não calar. Complicamos tanto. desperdiçamos tanto.
Não sei se estou longe do que fui, ou perto do que serei. Queria chorar, encher um rio e passar para o outro lado. Mudar. Quem sabe até voar para o outro lado. Quero um mundo sem confusões, sem tristezas, sem dor. Com sorrisos permanentes, onde sou simples e verdadeiramente feliz. Imagino um prado enorme onde corro livre, feliz, despreocupada. Onde sou eu, onde és tu, onde são eles. Um mundo só meu. Um mundo ao qual chegamos ao esticar a mão. Estico a mão, sinto um vento quente, dou um passo em frente. Sinto o cheiro da terra molhada. Dou mais um passo e os meus pés descalços tocam na relva fria. Abro os olhos e à minha frente, o mundo. A dois passos de mim, em qualquer lugar da terra. Um mundo onde ando ao meu sabor. Talvez um mundo um pouco egoista. Mas um mundo com espaço para todos os mundos que não são confusos. Um mundo com uma lua cheia (" e você não veio, e você não quis."), com mares tão diversos ("que eu fiquei sem versos, eu fiquei em vão."). Quero tocar na lua, sentar-me lá. deitar-me e ser eu mesma luar. Depois deslizar levemente e cair dentro daquele mar. Deixar-me flutuar, deixar-me transformar em água. Sentir cada bocadinho de mim tornar-se uma gota de água e levemente sentir tornar-me mar. Ser somente mar. Ser cada uma daquelas gotas. Sentir cada gosta juntar-se, apertar-se e daí voltar a formar o meu corpo de humana. Tocar no fundo do mar e fazer força com os pés, para cima. Quase voar e esvoaçantemente sentar-se de novo na lua. Dali vejo todas as estrelas. Dali vejo o meu pequenino mundo. e lentamente, deitada sobre uma lua azul, vou continuando permanentemente a sonhar.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
silencio*
"As vozes embargam num silencio aflito, quanto mais se apartam mais se ouve o seu grito!"
o silencio envolve-me. cala-me a voz. fecha-me os olhos. e deixa-me sozinha.
o vazio.
a dor.
as lagrimas.
a luz da lua no chao do quarto, o arrepio. conseguirei um dia chegar até ela? serei eu um dia lua?
quero gritar, chorar, dizer que nao aguento. mas as maos do silencio vazio apertam-se contra a minha boca.
levanto-me. corro contra a janela, quero libertar-me. abrir a janela, voar. mas uma mao invisivel puxa-me para tras. abana-me, senta-me. e eu continuo presa dentro daquele vazio gigante. desisto. não consigo mais. vou ficar aqui. nao tenho força para lutar contra o vazio.
lentamente deslizo para cima da luz da lua, aperto os joelhos contra o peito. fecho os olhos, e percebo que não posso ficar ali à espera que as asas se desenrolem sozinhas. se quero voar, entao vou faze-lo. se quero gritar, gritarei. se continuar assim deixarei lentamente de ser chuva de cor para ser chuva a preto e branco. e lentamente transformar-me-ei em nada.
levanto-me, abro a janela. penso na lua. quero ser a lua.
Abri as asas e voei.
(mesmo assi, serei lua?)
ja nem sei o que escrevo. (:
o silencio envolve-me. cala-me a voz. fecha-me os olhos. e deixa-me sozinha.
o vazio.
a dor.
as lagrimas.
a luz da lua no chao do quarto, o arrepio. conseguirei um dia chegar até ela? serei eu um dia lua?
quero gritar, chorar, dizer que nao aguento. mas as maos do silencio vazio apertam-se contra a minha boca.
levanto-me. corro contra a janela, quero libertar-me. abrir a janela, voar. mas uma mao invisivel puxa-me para tras. abana-me, senta-me. e eu continuo presa dentro daquele vazio gigante. desisto. não consigo mais. vou ficar aqui. nao tenho força para lutar contra o vazio.
lentamente deslizo para cima da luz da lua, aperto os joelhos contra o peito. fecho os olhos, e percebo que não posso ficar ali à espera que as asas se desenrolem sozinhas. se quero voar, entao vou faze-lo. se quero gritar, gritarei. se continuar assim deixarei lentamente de ser chuva de cor para ser chuva a preto e branco. e lentamente transformar-me-ei em nada.
levanto-me, abro a janela. penso na lua. quero ser a lua.
Abri as asas e voei.
(mesmo assi, serei lua?)
ja nem sei o que escrevo. (:
sábado, 4 de julho de 2009
aaaaaa
na quinta feira estava na 24 de julho para ir jantar quando vi lá ao fundo um manchinha preta pequenina parada a olhar para mim. "mãe é um gato!" e corria para o apanhar. como é obvio meteu-se debaixo de um carro. ao fim de meia hora a tentar apanhar o gatinho a minha mãe disse "é melhor irmos jantar. depois voltamos." bastante contrariada lá fui. entrámos. sentamo-nos. pedimos. mal comi. obriguei a minha mãe a vir comigo. nao podia ficar ali parada a jantar sossegadamente enquanto aquele gatinho bébé podia ser atropelado, ou apanhado por algum maluco que o quisesse para aquilo que chamam feitiçaria. ao fim de um hora a rastejar debaixo dos carros, depois de muitas pessoas terem parado, umas comentado, outras gozado, outras simplesmente olhado e ja com os joelhos cheios de vidros consegui apanhar o gatinho. mal lhe peguei começou a fazer ronron. levei-o para casa. afinal é um menina e chama-se Perpétua. não posso ficar com ela já tenho cinco. hoje levamos a Perpetua para casa de um senhor que se disponibilizou para tomar conta dela.
mas isto tudo para perguntar QUE RAIO SE PASSA COM AS PESSOAS? passaram tantas pessoas por nós e ninguém ajudou, ningué quis saber. é só um gato. É UM GATO BÉBÉ!!! as pessoas nao querem saber de nada que consideram inferior. vivemos num mundo insensivel. deixamos de ser humanos! somos crpos vazios de alma e sentimentos. mas o que é isto? que mundo é este? ninguem percebe?
há dias em que me sinto completamente sozinha neste mundo vazio. dou por mim a olhar para as pessoas à procura de alguém que veja o mesmo que eu. estarei ei errada? sou eu que sou de outro planeta? outro sol? outra estrela? caí aqui vinda não sei muito bem de onde. mas daqui nao posso ser.
este post está um caos. :)
onde está a humanidade? onde estao os sentimentos? onde vivem as pessoas boas? as pessoas normais? dêem me a morada por favor. :)
mas isto tudo para perguntar QUE RAIO SE PASSA COM AS PESSOAS? passaram tantas pessoas por nós e ninguém ajudou, ningué quis saber. é só um gato. É UM GATO BÉBÉ!!! as pessoas nao querem saber de nada que consideram inferior. vivemos num mundo insensivel. deixamos de ser humanos! somos crpos vazios de alma e sentimentos. mas o que é isto? que mundo é este? ninguem percebe?
há dias em que me sinto completamente sozinha neste mundo vazio. dou por mim a olhar para as pessoas à procura de alguém que veja o mesmo que eu. estarei ei errada? sou eu que sou de outro planeta? outro sol? outra estrela? caí aqui vinda não sei muito bem de onde. mas daqui nao posso ser.
este post está um caos. :)
onde está a humanidade? onde estao os sentimentos? onde vivem as pessoas boas? as pessoas normais? dêem me a morada por favor. :)
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