Um dia ele disse: Sonhos infinitos sonhados e completados sempre no Agora!
Nesse dia eu perguntei: e quando os sonhos se partem? o que fazemos?
e quando o medo entra pelo nariz e corre por todas as veias do nosso corpo? o que fazemos?
em alturas como esta um abraço de vento levantar-me-ia.
Noutro dia eu escrevi: amo-te.
Noutro dia eu esperei uma resposta.
No dia seguinte escrevi mais para ti.
E mais tempo esperei por uma resposta.
Um olá, um beijinho, um sorriso. Qualquer coisa.
Não chegou.
"Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto
O que lá estou a fazer
Só se nota quando falto."
sexta-feira, 26 de março de 2010
uma coisa que escrevi e não publiquei
Dura a vida alguns instantes
Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre
A noite adormecia lentamente fora da janela do meu quarto, enquanto eu, sentada na cama, pensava abstraida da sonolencia da noite, alheada do sono profundo em que o mundo dormia. o que é amar? como sabemos que amamos alguém? como sabemos que o que sentimos é amor? há anos que penso nisto e nunca consegui chegar a uma conclusão definitiva. amar é tanto mais do que sentir. éir para lá do sentir. é de facto não precisar de sentir. mas não me apetece escrever sobre o que é ou não amar. na realidade, apetece-me escrever mas não sei sobre o que. no fundo sobre tudo e sobre nada. sobre a solidão que por vezes se abate sobre mim. sobre a alegria que sinto quando te vejo. sobre a vontade de fugir. sobre a minha ignorância do mundo. Já estive para apagar esta porcaria imensas vezes, mas não sei porquê ainda não fui capaz.
Porém mais do que bastantes
Quando cada instante é sempre
A noite adormecia lentamente fora da janela do meu quarto, enquanto eu, sentada na cama, pensava abstraida da sonolencia da noite, alheada do sono profundo em que o mundo dormia. o que é amar? como sabemos que amamos alguém? como sabemos que o que sentimos é amor? há anos que penso nisto e nunca consegui chegar a uma conclusão definitiva. amar é tanto mais do que sentir. éir para lá do sentir. é de facto não precisar de sentir. mas não me apetece escrever sobre o que é ou não amar. na realidade, apetece-me escrever mas não sei sobre o que. no fundo sobre tudo e sobre nada. sobre a solidão que por vezes se abate sobre mim. sobre a alegria que sinto quando te vejo. sobre a vontade de fugir. sobre a minha ignorância do mundo. Já estive para apagar esta porcaria imensas vezes, mas não sei porquê ainda não fui capaz.
terça-feira, 23 de março de 2010
nós
Tanto tempo que passámos um pelo outro sem olhar. Sem perceber. Sem ver. Tanto tempo que nos enganámos.
Foi naquela noite sem fim. Foi naquela tarde, lá para os lados da praia. Foi por esses dias e essas noites que olhámos um para o outro e, finalmente, percebemos.
E como foi bom!
E como é bom ter-te ao meu lado.
E como é bom amar-te.
Na verdade, eramos, e somos, mais antigos que o silêncio.
segunda-feira, 8 de março de 2010
dias*
há dias em que tudo parece perdido. em que tudo parece em vão. dias em que tudo o que desejo é abrir a porta e fugir.
há dias em que quero falar e não posso. dias em que quero explicar e não posso. há dias em que tenho medo. medo de falar. medo olhar. medo de ouvir. dias em não quero ver. dias em que não consigo parar de chorar. há dias...dias..dias...
há dias em que não sei o que fazer.
há dias em que quero falar e não posso. dias em que quero explicar e não posso. há dias em que tenho medo. medo de falar. medo olhar. medo de ouvir. dias em não quero ver. dias em que não consigo parar de chorar. há dias...dias..dias...
há dias em que não sei o que fazer.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Pablo Neruda
Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
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