domingo, 15 de novembro de 2009

Estupidez de sempre volta a atacar

o tempo sentou-se na minha janela. com um ar distante olhava para a rua. Que estará a pensar?
Com todo o tempo ali sentada, à minha janela, não há tempo para mais nada. Não há tempo a perder.
Sentei-me ao lado do tempo. e com o tempo olhei lá para fora para a rua vazia e fria.
Aquela noite, aquelas estrelas, aquele vento.
Estou aqui parada a perder tempo pensei. Dei a mão a tempo e voei.


Voltamos à escrita parva e desconectada de tudo. voltamos assim a uma nova vaga de estupidez e palavras vagas.

Mas sempre com um sorriso (também estúpido) na cara.

E como é bom sorrir estupidamente de nada.

E como é bom rir até não aguentar mais, com cocegas nos pés!




«Sinto intensamente o
Desembrulhar da confusão
Logo que acordo, mesmo
Sabendo que nunca acordei,
Que sempre sonhei»

André.

3 comentários:

  1. Olá Rita,

    Por vezes a estupidez é tão boa, tão boa que só apetece ficarmos assim.

    Outras vezes a estupidez serve apenas para camuflar a nostalgia que sentimos.

    Pois a mim apetecia-me ficar sempre numa estupidez profunda, para não ver o que está à minha volta.

    Beijocas

    Ana Cristina

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  2. "Estou aqui parada a perder tempo pensei. Dei a mão a tempo e voei." hahaha lindo!
    A nossa sorte é que acabamos sempre por dar a mão a tempo e esvoaçamos para longe do molho de peças de puzzle espalhadas no chão do passado.

    Ler o teu post puxou-me aquela vontade de escrever um também. Já está no tempo de voltar a arrumar as coisas, cá dentro.
    Abraço grande

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  3. Quanto mais estúpido o sorriso for mais puro ele é! eheheh
    O Falar troca tudo

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