Indignação. Sim! Indignação é o que sinto quando ando na rua. Indignam-me as caras das pessoas, os seus olhares, as suas atitudes. No banco do jardim um homem com ar cansado. No autocarro uma mulher com ar distante. No semáforo um rapaz com ar atrasado. Pessoas com ar doente, pessoas com ar abandonado, pessoas com ar sozinho, pessoas com ar cinzento. A tristeza abate-se sobre mim também quando vejo este mundo calado à minha volta. O que é feito das canções? Das flores? Dos sorrisos? Da igualdade? E a liberdade onde está? Onde mora o amor? Mudou de casa? Não deixou nova morada? Ah! Apaixonou-se pela liberdade e fugiram juntos. Mas ninguém sabe para onde.
Onde está a força? Onde está a vontade? Não existe, dirão uns. Mas eu não acredito. Não acredito! A vontade existe, mas dobramo-la muito bem dobradinha e guardamos dentro do bolso para que ninguém veja que a temos. Para que ninguém questione. Para que ninguém julgue. Se todos tirássemos do bolso, desdobrássemos e lançássemos ao vento da mudança a nossa vontade de liberdade, a nossa vontade de igualdade, a nossa vontade de amor, então chegaria o dia em que o mundo se voltaria ao contrário e seriamos felizes.
Seremos assim tão poucos que não sejamos capazes de o virar?
Onde está a força? Onde está a vontade? Não existe, dirão uns. Mas eu não acredito. Não acredito! A vontade existe, mas dobramo-la muito bem dobradinha e guardamos dentro do bolso para que ninguém veja que a temos. Para que ninguém questione. Para que ninguém julgue. Se todos tirássemos do bolso, desdobrássemos e lançássemos ao vento da mudança a nossa vontade de liberdade, a nossa vontade de igualdade, a nossa vontade de amor, então chegaria o dia em que o mundo se voltaria ao contrário e seriamos felizes.
Seremos assim tão poucos que não sejamos capazes de o virar?
Somos cada vez mais!!!!!!! :D:D:D:D:D
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